Lixomania


Cães leprosos e bonecas para meninos
maio 20, 2011, 1:12 am
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Bem, sobre meu último post foi isso aí que a Ju Sampaio, mãe profissional, comentou. Claro que ela tem razão: os brinquedos como são colocados pela indústria impõem uma ideologia sobre a nossa sociedade, direciona nossas crenças e podem causar traumas e conflitos. Uma bola de neve porque a próxima geração de criadores de brinquedos terá crescido sobre a influência da atual e perpetuará este conceito.

Só faço um adendo: meninos também brincam de bonecas.

Quando inventaram o boneco Falcon, a idéia era fazer uma boneca para meninos. Não deu certo comercialmente e o produto foi adaptado. Virou o Comandos em Ação, que ilustrou uma parte significativa da minha infância.

Bem, Comandos em Ação não era um brinquedo de ninar, trocar fralda, dar de mamar e, principalmente, segurar no colo, o meu grande problema. No entanto, eu sabia, com perícia, botar uma baioneta na mão dos meus bonecos. Expliquei tudo isto para dizer que, ok, eu não sei segurar um bebê. Mas posso garantir que caso sejamos vítimas de uma revolução, invasão estrangeira ou seja declarada a 3a Guerra Mundial, eu serei o primeiro a conseguir colocar uma baioneta na mão do meu bebê, e não miss Francis!

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Sobre cães leprosos
maio 18, 2011, 1:19 pm
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O que eu explicava à miss Francis é que de vez em quando a gente ve piadas em filmes, seriados e afins sobre gente que não sabe segurar um bebê. Eu lembro especificamente de uma cena de Friends em que a Rachel segurava o Ben como quem tem um cachorro leproso nas mãos e a piada era toda sobre ela não saber pegar uma criança no colo. Tudo isto para explicar que não tenho na minha memória a cena de um bebê no meu colo. Eu tenho medo de segurar bebês. Tenho medo de ser o motivo da piada, tenho medo de alguém querer me explicar que aquilo não é um tijolo, tenho medo de deixá-lo cair e quebrar o tijolo ou do bebê repentinamente aprender a falar debutar no mundo da comunicação com “ei! eu não sou um cachorro leproso!”

E quando tivermos nossos filhos?, perguntaria miss Francis, naturalmente.

Bom, eu teria que praticar. Expliquei a ela que ela teria que me deixar sozinho com o bebê. Uma semana, eu acho. Daria uma viagem para miss Francis, para bem longe. Para Dubai, se eu tiver dinheiro. Para Águas de Lindóia, se o mundo continuar seguindo sua ordem natural. Depois ligaria para o trabalho com alguma desculpa para passar a semana em casa. Alguma das boas, do tipo “meu cachorro está com lepra”. Colocaria o berço em frente a um espelho com o bebê, eu atrás disso tudo. E começaria o exercício: pega bebê, devolve bebê, pega bebê, devolve bebê. 3 séries de 20, come uma banana. Pega bebê, devolve bebê. Etc. Tudo em nome da dignidade e da paternidade.



08 – 11- 14 -30 – 36- 38
maio 7, 2011, 11:33 pm
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08, 11, 14, 30, 36, 38. Que tipo de pessoa escolheria entre 1 e 60, números que não chegam sequer à quarta dezena? Estes foram os números sorteados da Mega-Sena neste sábado e alguém ganhou quase 35 milhões porque apostou nestes números. O tipo de pessoa que não passaria de 40 ao escolher 6 números de 1 a 60 é o tipo de pessoa que fica milionária numa tarde de sábado, não eu. É essa a resposta a esta pergunta.




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