Lixomania


As cartas para o meu amor – uma ode à saudade
maio 31, 2010, 5:19 pm
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“Cheguei em casa 09:00. Da manhã mesmo. Trabalhei a madrugada toda, meu despertador tocou à 01:30, mas eu tinha enchido a cara de melatonina e às 19:30 tava apagando a luz pra dormir. Não o melhor dos sonos, mas dormir, pelo menos. Quando acordei, tomei banho, pus as berimbelas no uniforme e depois o uniforme no meu corpo. Nesta ordem. E aí tomei um Red Bull pra ter certeza de que eu aguentaria isso: de Recife para o Rio de Janeiro; do Rio de Janeiro para São Paulo. Fiquei me achando um pouco do tipo drogado, não o viciado que fuma crack em centro de metrópole, uma coisa mais Elvis Presley, Michael Jackson ou Brian Epstein (porque, no livro que estou lendo, ele acabou de morrer de overdose de remédios): tomando isso pra dormir e aquilo pra acordar, etc. Pelo menos eu não tomo nada tarjado. Culturalmente a gente acha diferença no conteúdo de uma caixa com uma faixa vermelha, preta ou faixa nenhuma. A caixa muda e quem leva a culpa é o que tem dentro dela.

Ontem eu passei o dia todo de bobeira em Recife. Como todo dia que passo de bobeira em algum lugar, fiquei jurando que ia tornar o dia produtivo. Que significava começar a estudar alemão e evoluir alguma coisa na minha vida de rock star. Não fiz nenhuma das duas coisas: comecei a assistir a última temporada de House. Não sei bem porque eu faço isso, na verdade eu ando achando que House não é um seriado tão bom. Eu sinto falta daquela coisa de enredo paupável, que cada temporada conta uma história. House tem episódios independentes, às vezes eles parecem que nem lembram o que aconteceu na semana passada. Eu não sou o rei da memória, mas da minha vida faz parte coisas que aconteceram semana passada. Semana passada, por exemplo, eu acordei aí com você, vim para cá e depois fui para aí de novo. Tecnicamente faz menos de uma semana que nós usamos o seu gaveteiro como mesa de jantar pela segunda vez e ficamos curtindo um cansaço juntos na sua cama. Existe certa melancolia em pensar nisso.

(…)

No mais, eu não sei o que te contar. Acho que o que aconteceu de mais importante ontem foi mesmo a morte de Eppy. Também fiquei sabendo que a Yoko Ono era uma figura realmente perturbadora e que John não gostava dela no começo. Ela era algo que unia uma stalker com uma psicopata em uma pessoa só. Tem uma história de que ela mandava cartas, bilhetes e coisas assim com mensagens meio bizarra para a casa do John, quando ele ainda era casado com a Cynthia, e que às vezes ficava em frente à casa dele só olhando para dentro. Diz que uma dessas correspondências era uma xícara pintada de vermelho até a metade que vinha dentro de uma caixa de absorventes. Ainda não sei em que ponto as coisas mudaram, mas o Tony falou de alguma performance artística que ele acha que instigou o John e que isto tudo foi acontecendo lentamente. Te atualizo das fofocas conforme elas forem acontecendo, prometo!”

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O rato roeu a roupa do rei de Eyjafjallajoekull
maio 17, 2010, 9:21 pm
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Parece que o tal do vulcão da Islândia se manifestou de novo semana passada. As notícias diziam que aeroportos de Portugal e Espanha fecharam por conta das cinzas vulcânicas que flutuaram pelo ar. O aeroporto de Macapá, no entanto, continua operando normalmente. Mas aí todo mundo ficou naquele frisson de falar da porra do vulcão e de seu maravilhoso nome. Em uma pequena conversa coletiva, vi algumas pessoas tentarem falar o nome do vulcão em voz alta. “Eeyyeehhaayyyy…”. Enfim, foi como se cada um estivesse forçando muito a barra para ter seu próprio ataque epiléptico. Eu queria aprender a falar o nome dele para ligar para hotéis e reservar quartos usando o nome do vulcão como sobrenome. “Alô? Eu gostaria de fazer uma reserva de 3 noites para casal… em nome de Gustavo Eyjafjallajoekull”. Depois eu iria ao hotel só para ver o que a coitada da recepcionista tentou escrever isto. Ou saber se ela entrou no INSS por um subito ataque de tendinite ao tentar escrever o negócio. Mas desisti desta idéia porque percebi que nada que ela escrevesse seria tão surreal quanto o nome do vulcão em si. Por isto decidi adotar outra estratégia: vou escrever carta para geógrafos e jornalistas propondo que déssemos uma abrasileirada no nome do vulcão para facilitar. Usar uma forma mais familiar aos nossos ouvidos, facilitando a comunicação sobre o assunto. Pra ser bem específico, o que eu pensei mesmo é que passarei a chamá-lo de Pedro. Claro que certas pessoas que foram batizadas de certa maneira não vão gostar de ouvir por aí que Pedro está em chamas. Ou que o buraco de Pedro está em erupção. Mas eu penso que se você se chama Pedro, o problema é meio que seu. Se você chamasse Eyjafjallajoekull, ninguém diria nada disso.

Como eu escrevi o nome do vulcão tantas vezes neste post? Fácil! Fui ao Google e busquei “vulcão islândia”. Achei alguma notícia recente que tivesse o nome do vulcão escrito. E aí aquele banho de ctrl+C & ctrl+V.




Nada Profissional

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Blowg

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I misbehave

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Vida e Obra de Daniell Rezende

"Thou shalt not bore." - Billy Wilder

tantos clichês

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