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Eu até quis comprar aquela jaqueta. Era preta, cheia de estilo. Queria que desse com aquela pinta de motoqueiro chique de São Paulo, aqueles que geralmente não tem moto nenhuma, trabalham num escritório que faz qualquer coisa que não agrega valor ao mundo, frequentam bares da Vila Olímpia e tem uma namorada loira com quem fala o dia inteiro, mas não existe qualquer tipo de assimilação de informação de uma ou outra parte. Resumindo: a jaqueta tinha potencial para me inserir na sociedade de forma a parecer invisível. O problema era que a jaqueta só vinha em dois tamanhos: mangas sem mãos ou gay por colação no corpo e definição de cintura (a sutil diferença entre “dar uma pinta” e “dar uma de pintosa”). Pareceram suficientes para me sentir inserido à sociedade, mas jamais para parecer invisível, veja você.
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jaqueta preta à parte, já te contei que voce será tendência máxima no próximo verão: http://oimoda.com.br/rapidinhas/azul-klein-ta-com-tudo/
Comentário por natalia julho 28, 2011 @ 7:19 pm